Sexta-feira da Paixão. Estou de plantão e resolvo sair pra almoçar. Como o dia está tranqüilo, coloco uma bermuda, uma camisa de malha e calço tênis para ir saciar a minha fome. Como no dia anterior, o ofício sacrificou-me o almoço, às 11:00 já estava com uma fome de leão. Pensei com meus botões: como não como carne, e principalmente na sexta-feira da paixão e não sou adepto de peixe, uma bacalhoada bem que cairia bem. E Deus vai saber entender a minha vontade, pois desde quarta-feira não como “comida de sal.’’ Minha grande dúvida neste momento é se vou à pé ou de carro. Gosto de andar à pé, para ter contato com as pessoas, mas o solzinho está castigando e poderia chegar suado. Sorte a minha...
Chego no primeiro restaurante: fechado. No segundo, também. Ai, percorri mais sete ‘cantinas’, em busca de algo para saciar a minha fome. Todas fechadas. Nesta busca incessante, encontrei uma pastelaria, aonde comprei uns pastéis, para tentar segurar as pontas até o sábado da aleluia.
Diante desta situação, pus a perguntar-me: Se o Pronto Atendimento resolver fechar as portas, porque é sexta-feira da paixão? E se as funerárias resolverem não abrir também na sexta-feira da paixão? E o pessoal dos postos de gasolina, farmácias, padarias, supermercados, gás de cozinha? Da mesma forma que estes profissionais, entendo que os donos de restaurantes também deveriam ser mais profissionais. Afinal, com a globalização, as coisas modernizaram e muita gente não faz comida em casa, outros não querem ir pra cozinha. Há ainda pessoas que estão viajando, a passeio ou a negócio e ‘’encalhou’’ na cidade. Defendo que, quem atua nesse ramo, precisa agir com mais profissionalismo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário