sexta-feira, 22 de abril de 2011

FALTA PROFISSIONALISMO A CERTOS PROFISSIONAIS

Sexta-feira da Paixão. Estou de plantão e resolvo sair pra almoçar. Como o dia está tranqüilo, coloco uma bermuda, uma camisa de malha e calço tênis para ir saciar a minha fome. Como no dia anterior, o ofício sacrificou-me o almoço, às 11:00 já estava com uma fome de leão. Pensei com meus botões: como não como carne, e principalmente na sexta-feira da paixão e não sou adepto de peixe, uma bacalhoada bem que cairia bem. E Deus vai saber entender a minha vontade, pois desde quarta-feira não como “comida de sal.’’ Minha grande dúvida neste momento é se vou à pé ou de carro. Gosto de andar à pé, para ter contato com as pessoas, mas o solzinho está castigando e poderia chegar suado. Sorte a minha...
Chego no primeiro restaurante: fechado. No segundo, também. Ai, percorri mais sete ‘cantinas’, em busca de algo para saciar a minha fome. Todas fechadas. Nesta busca incessante, encontrei uma pastelaria, aonde comprei uns pastéis, para tentar segurar as pontas até o sábado da aleluia.
Diante desta situação, pus a perguntar-me: Se o Pronto Atendimento resolver fechar as portas, porque é sexta-feira da paixão? E se as funerárias resolverem não abrir também na sexta-feira da paixão? E o pessoal dos postos de gasolina, farmácias, padarias, supermercados, gás de cozinha? Da mesma forma que estes profissionais, entendo que os donos de restaurantes também deveriam ser mais profissionais. Afinal, com a globalização, as coisas modernizaram e muita gente não faz comida em casa, outros não querem ir pra cozinha. Há ainda pessoas que estão viajando, a passeio ou a negócio e ‘’encalhou’’ na cidade. Defendo que, quem atua nesse ramo, precisa agir com mais profissionalismo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MISSAS DE CORPO PRESENTE

Vi, estarrecido e indignado, o papel da nossa Santa e Madre Igreja, no velório do Sr.José Alencar.
Há quantos anos a Missa de Corpo Presente foi abolida da prática da igreja. O que se faz é uma “encomendação”, normalmente realizada por um Ministro Extraordinário das Exéquias – diga-se de passagem, muitos deles completamente despreparados até para falar em público. Recentemente assisti a uma “encomendação” onde a ‘ministra’ ficou de costas para o público e ainda leu o comentário do Santo Evangelho – não foi em Bom Despacho. Normalmente as Missas de Corpo Presente são celebradas por ocasião da morte de um sacerdote ou uma religiosa. Nestes casos, é mais do que justo e louvável, uma vez que esses religiosos dedicaram suas vidas a serviço do Reino de Deus.
Em Bom Despacho, na Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, que é administrada pelos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, a “encomendação” é sempre realizada por um sacerdote. Nas outras Paróquias – São Vicente e São José Operário (a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário é nova e não conheço o sistema dela), que são administradas pelos Padres Diocesanos, as encomendações são sempre realizadas por um Ministro Extraordinário das Exéquias e foram raras as exceções em que um Sacerdote as realizou. Tem padre numa destas três últimas paróquias citadas que tem até medo de ‘defunto’.
Mas voltando ao velório do José Alencar, o “bacana” ganhou nada menos do que três missas de Corpo Presente. Missas celebradas por Arcebispos e até pelo Núncio Apostólico (representante do papa). E se ele fosse um ‘coitadinho’? Será que ele era tão ‘especial’ assim? Vejo que todo cristão é ‘especial’ para Deus e nossa Santa e Madre Igreja não deveria fazer esta “opção pelos ricos e endinheirados”.
Hoje, tá todo mundo endeusando o ‘homem’. Mas e o processo de reconhecimento daquela sua filha bastarda? Foi ridículo ele chamar sua mãe de prostituta – mesmo que ela tenha sido – não era hora disto vir à tona. Deveria ter respeitado a memória dele. Agora, esta estória de cremação do corpo para mim foi o fim da picada. Apagaram todas as provas da paternidade, caso os juízes de segunda e terceira instâncias venham a requerê-las.